O valuation é um dos processos mais importantes na gestão corporativa moderna, pois fornece base sólida para decisões estratégicas.
Profissionais de finanças e investidores utilizam diferentes técnicas para determinar o valor de uma companhia antes de fusões, aportes ou vendas.
Valuation é o processo de determinar o valor econômico de uma empresa, essencial em diversas situações corporativas.
Seus principais objetivos do valuation incluem negociações, captação de recursos e planejamento sucessório.
A escolha do método depende do setor, estágio de maturidade, previsibilidade de resultados e tipo de ativos predominantes.
O FCD estima o valor presente dos fluxos de caixa futuros de uma empresa, descontados por uma taxa que reflita risco e custo de capital.
A fórmula básica é: Valor da Empresa = Σ (FCF_t / (1 + r)^t) + (Valor Residual / (1 + r)^n), onde FCF_t é o fluxo de caixa livre no período t.
Entre as principais vantagens do FCD no mercado estão a consideração do potencial de crescimento e a avaliação de ativos intangíveis, como marca e tecnologia.
Entretanto, possui principais desvantagens do modelo FCD, como sensibilidade a premissas e necessidade de informações confiáveis.
Este método baseia-se na comparação com empresas similares, usando indicadores como EV/EBITDA, P/L (Preço/Lucro) e EV/Receita.
O procedimento envolve selecionar empresas comparáveis e aplicar seus múltiplos à companhia avaliada. Por exemplo, se o múltiplo EV/EBITDA do setor é 8x e o EBITDA da empresa é R$10 milhões, seu valor estimado será R$80 milhões.
Rapidez e fácil compreensão tornam esse método amplamente utilizado como análise preliminar ou suporte ao FCD.
Baseado no valor contábil dos ativos menos os passivos, obtido diretamente do balanço patrimonial.
Ideal para empresas com muitos ativos tangíveis ou em processos de liquidação. Exemplo: ativos totais de R$20 milhões menos dívidas de R$5 milhões resultam em valor patrimonial de R$15 milhões.
Ao oferecer objetividade e simplicidade na aplicação, esse método ignora a geração de caixa futura e não considera ativos intangíveis, como marca e know-how.
Calcula o valor a partir de operações reais de compra e venda de empresas semelhantes, refletindo condições de mercado.
Embora traga dados reais, depende de transações públicas e pode não capturar eventos extraordinários.
Liquidação: estima a venda de ativos e quitação de passivos, usado em casos de falência ou dissolução societária.
Valor de Mercado: para companhias abertas, obtido pelo preço da ação multiplicado pelo número de ações (market cap).
VWAP: Preço Médio Ponderado pelo Volume, método comum em negociações em Bolsa.
A importância da taxa de desconto no FCD é alta, normalmente entre 8% e 15% ao ano para o Brasil.
Projeções de receita e lucro para 5-7 anos devem considerar cenários realistas, baseados em dados históricos.
No método de múltiplos, a escolha precisa de comparáveis evita distorções significativas.
Muitos métodos patrimoniais subestimam ativos intangíveis, um ponto crítico para empresas de tecnologia e marcas fortes.
Em cada caso, é fundamental adaptar o método às particularidades do negócio e ao contexto econômico.
Profissionais experientes aplicam vários métodos para obter um intervalo plausível de valores, usando FCD como base, múltiplos como validação e método patrimonial como piso.
Revisões periódicas das premissas garantem que o valuation se mantenha atualizado diante de mudanças de mercado e no desempenho empresarial.
Documentar todas as hipóteses e ajustes promove transparência e robustez na avaliação, essencial para negociações e auditorias.
O valuation de empresas combina arte e ciência, exigindo um profundo entendimento dos métodos disponíveis e das especificidades de cada negócio.
Ao aplicar técnicas diversas e manter rigor analítico, gestores e investidores podem tomar decisões mais seguras e estratégicas.
Dominar as técnicas de valuation é um diferencial valioso em um cenário competitivo e em constante transformação.
Referências