Em um cenário de alta competitividade econômica, entender como funciona a amortização de empréstimos pode significar a diferença entre economia significativa de recursos e um comprometimento financeiro excessivo. Neste artigo, exploraremos os sistemas SAC e Price, apresentando detalhes técnicos, exemplos práticos e dicas para que você faça a melhor escolha.
A amortização é o processo de pagamento gradual de uma dívida, em que cada parcela mensal inclui juros e amortização do saldo devedor. Esse mecanismo garante que, ao longo do tempo, a quantia devida seja reduzida até a quitação completa do financiamento.
No Sistema de Amortização Constante (SAC), o valor amortizado é fixo em cada parcela, resultando em prestações decrescentes. Na prática, isso significa que, logo nos primeiros meses, o comprometimento financeiro é maior, mas diminui progressivamente.
O cálculo do SAC pode ser resumido em três etapas principais:
Amortização mensal = valor financiado ÷ número de parcelas
Juros = saldo devedor × taxa de juros do período
Parcela = amortização + juros
Considerando um financiamento de R$ 500.000 em 360 meses a 0,75% ao mês, a amortização mensal fixa é de R$ 1.388,88. No primeiro mês, os juros sobre o saldo devedor geram R$ 3.750,00, totalizando uma parcela de R$ 5.138,88. Com o passar dos meses, o saldo diminui, e as parcelas se tornam progressivamente mais acessíveis. Ao final do contrato, o total pago soma aproximadamente R$ 675.000, sendo cerca de R$ 175.000 referentes a juros.
Na Tabela Price, as prestações são fixas durante todo o período, o que facilita o planejamento orçamentário. A lógica é baseada em juros compostos, de forma que a soma de amortização e juros resulte sempre no mesmo valor mensal.
Para o mesmo financiamento de R$ 500.000 em 360 meses e taxa de 0,75% ao mês, a prestação fixa é de R$ 4.023,11. No início, essa parcela contém R$ 3.750,00 de juros e apenas R$ 273,11 de amortização. Já na última parcela, os juros caem para R$ 29,94 e a amortização atinge R$ 3.993,16. No total, o valor desembolsado chega a cerca de R$ 793.720, dos quais R$ 293.720 são juros, evidenciando custo financeiro superior em comparação ao SAC.
O quadro a seguir sintetiza as principais características de cada sistema:
Antes de decidir, é fundamental pesar os prós e contras de SAC e Price, considerando seu perfil e objetivos financeiros.
No entanto, o SAC exige capacidade de pagamento elevada no início e pode impactar o orçamento familiar nos primeiros meses.
Apesar das vantagens, a Tabela Price resulta em juros totais significativamente maiores e atraso na redução do saldo devedor, o que pode comprometer negociações futuras.
Para selecionar o modelo mais vantajoso, siga estas orientações:
Em financiamentos de longo prazo e valores elevados, o SAC costuma oferecer economia expressiva de juros, enquanto o Price favorece quem precisa de mais previsibilidade e parcelas iniciais menores. Indepentemente da escolha, a disciplina financeira e a revisão periódica do contrato podem otimizar os resultados e garantir um menor custo total.
Referências